Monday, October 29, 2007


Vidas

Um grito na escuridão

Um carro na contra mão

Uma vida que se apaga

Um sonho, uma ilusão

Perdidos na multidão

Que apressada não vê nada!

O chorar duma criança

Pobre, descalça, sem esperança

O bater dum coração

Um corpo a definhar

Mais uma noite a chegar

E o medo da escuridão!

Um brinde num qualquer bar

O dinheiro a tilintar

Uma dança e o prazer

Um vagabundo que passa

E que manda uma chalaça

Um estômago a carcomer!

Um barco que chega ao cais

O sorriso do arrais

Um abraço na mulher

O chilreio do passarinho

Que é livre lá no seu ninho

E parte quando quiser!

Um bom dia coração

Que teimas em dizer, não!

Quando te mandam partir

Um mundo quase irreal

Onde (tanto) impera o mal

E nos obriga a sorrir!

A solidão, o cansaço

Uma manhã, um bagaço

Um adormecer, assim…

Um olhar sem direcção

O carro na contra mão

Vidas que chegam ao fim!



Posted by Amor de madrugada at 21:12:28 | Permalink | Comments (1) »

Friday, September 14, 2007

VIDAS

 

É madrugada tardia

É silêncio, é Mouraria

É fado, amor, perdição!

É vagabundo que passa

É garrafa de cachaça

É sonho, é dor, é paixão!

É garganta que se afina

No pregão duma varina

Nas ruas desta cidade!

É fumo, é luz, é canção

É um louco coração

Que rebenta de ansiedade!

É madrugada tardia

É o frio que arrepia

É um corpo adormentado!

É um Ferrari que passa

É um sonho, uma desgraça

O mal, e o bem amado! 

É um café que te aquece

Quando o sangue te arrefece

Quando o mundo te diz , não!

É um champanhe a descer

Na boca de uma qualquer

Que de noite, ganha o pão!

É madrugada tardia

É fado, é Mouraria

Fado, destino, condão!

É som duma guitarrada

É vida desesperada

Que se veste de ilusão!!! 

Posted by Amor de madrugada at 18:53:24 | Permalink | Comments (8)