Tanto, tanto que tentei
Tanto que toda me dei
Sem pedir, sem reclamar!
Agora, chegou a hora
De saíres, de ires embora
De ires, sem pra traz olhar!
Mas vai de vez, não recalques
O que de tão pouco existe
Sem promessas vãs e, tristes
De que tudo vale a pena
Que a noite é linda é serena
Que é bom sorrir, bom amar!
Agora tudo acabou
Como as noites de Verão
Quando eu e tu, de paixão
Nos amámos ao luar
P'ró coração enganar!
Mas acabou... já passou!
Porque acordo e estou só
Rasgada a alma, o viver!
Sonhos traídos, sem renascer
Lágrimas soltas na almofada
E porque alguém me enganou!
Me feriu, me espezinhou!
Eu fujo, sem dizer nada!
E não digas que fiz mal
Que vou sofrer, porque sim!
Que importa a ti afinal
Este mitigar de mim!?
Serei teu triste poema
O teu remorso, ancestral!
A tua queda mortal
O teu sepulcro, o teu fim!
Eu agora digo...Não!!!
Porque se perco a razão
Se perco o que em mim restou!
Afinal, que trapo sou!?
Neste ruir em que estou
Sou a pedra de que asfalto!?
Se caio, já não levanto
E tu roubaste até meu pranto...
Secaste este meu viver!...
Vou fugir, vou dar o salto
Qual trapezista! ...Bem alto!
Vou ser eu, sem nem amor!
E fujo pra que ninguém veja
Que a beleza, desta alma
Nunca mais encontrou calma
É um farrapo, é só dor!!!