Divagando
Peço ao corpo que me acate
Quando ás vezes me não sinto
Quando o coração, faminto
De carinho, já nem bate!
Porque o corpo carcomido
Não quer erguer-se do leito
Sepulcro quase perfeito
De seda e oiro tecido
Encarquilha-se de dor
Mágoa, tristeza, pavor
Rebenta numa agonia!…
Que a noite que por mim passa
Noite de eterna desgraça
Com pena, me manda o dia!…
