Amor
Manhã…
Nos canteiros, a sinfonia rubra dos craveiros
Alucinada, viva e, ao mesmo tempo exangue
Põe delírios estranhos no meu sangue!
Toda a paisagem grita
Numa ansiedade infinita,numa ansiedade louca!
Repara agora na tarde!
O sol apenas alumia, já não queima, já não arde!
E o teu olhar cansado, chora!…
Vai caindo a penumbra em tudo quanto existe!
Porque tens sempre o olhar tão triste a esta hora!?
Noite…
Toda a revolta se acalma!
Do calor vivo das brasas, ficaram cinzas cinzentas…
Hora de estrelas, iluminando o espaço, norte a sul!
Vem comigo!…
Vem vê-las no céu azul!
Noite, silêncio, que emoção!
Oh! Meu amor, não fales…
Aperta a minha mão na tua mão.
Agora, nesta encantadora hora
Tu e eu, somos apenas…
Coração!

Não foi escrito por mim…foi escrito para mim… há muitas luas atrás!…