Tuesday, August 21, 2007

Fuga

Tanto, tanto que tentei
Tanto que toda me dei
Sem pedir, sem reclamar!
Agora, chegou a hora
De saíres, de ires embora
De ires, sem pra traz olhar!
 
Mas vai de vez, não recalques
O que de tão pouco existe
Sem promessas vãs e, tristes
De que tudo vale a pena
Que a noite é linda é serena
Que é bom sorrir, bom amar!
 
Agora tudo acabou
Como as noites de Verão
Quando eu e tu, de paixão
Nos amámos ao luar
P'ró coração enganar!
Mas acabou... já passou!
 
Porque acordo e estou só
Rasgada a alma, o viver!
Sonhos traídos, sem renascer
Lágrimas soltas na almofada
E porque alguém me enganou!
Me feriu, me espezinhou!
Eu fujo, sem dizer nada!
 
E não digas que fiz mal
Que vou sofrer, porque sim!
Que importa a ti afinal 
Este mitigar de mim!?
Serei teu triste poema
O teu remorso, ancestral!
A tua queda mortal
O teu sepulcro, o teu fim!
 
Eu agora digo...Não!!!
Porque se perco a razão
Se perco o que em mim restou!
Afinal, que trapo sou!?
Neste ruir em que estou
Sou a pedra de que asfalto!?
 
Se caio, já não levanto
E tu roubaste até meu pranto...
Secaste este meu viver!...
 
Vou fugir, vou dar o salto
Qual trapezista! ...Bem alto!
Vou ser eu, sem nem amor!
 
E fujo pra que ninguém veja
Que a beleza, desta alma
Nunca mais encontrou calma
É um farrapo, é só dor!!! 
 
 

Posted by Amor de madrugada in 21:58:09

Fuga

Tanto, tanto que tentei
Tanto que toda me dei
Sem pedir, sem reclamar!
Agora, chegou a hora
De saíres, de ires embora
De ires, sem pra traz olhar!
 
Mas vai de vez, não recalques
O que de tão pouco existe
Sem promessas vãs e, tristes
De que tudo vale a pena
Que a noite é linda é serena
Que é bom sorrir, bom amar!
 
Agora tudo acabou
Como as noites de Verão
Quando eu e tu, de paixão
Nos amámos ao luar
P'ró coração enganar!
Mas acabou... já passou!
 
Porque acordo e estou só
Rasgada a alma, o viver!
Sonhos traídos, sem renascer
Lágrimas soltas na almofada
E porque alguém me enganou!
Me feriu, me espezinhou!
Eu fujo, sem dizer nada!
 
E não digas que fiz mal
Que vou sofrer, porque sim!
Que importa a ti afinal 
Este mitigar de mim!?
Serei teu triste poema
O teu remorso, ancestral!
A tua queda mortal
Teu sepulcro, e o teu fim!
 
Eu agora digo...Não!!!
Porque se perco a razão
Se perco o que em mim restou!
Afinal, que trapo sou!?
Neste ruir em que estou
Sou a pedra de que asfalto!?
 
Se caio, já não levanto
E tu roubaste até meu pranto...
Secaste este meu viver!...
 
Vou fugir, vou dar o salto
Qual trapezista! ...Bem alto!
Vou ser eu, sem nem amor!
 
E fujo pra que ninguém veja
Que a beleza, desta alma
Nunca mais encontrou calma
É um farrapo, é só dor!!! 

Posted by Amor de madrugada in 21:57:35
Comments

No Responses

  1. Brave heart says:

    Quando realmente nos sentimos recalcados, espezinhados por algo ou alguém por quem tudo fizemos e quisemos dar temos de ter coragem de pôr um ponto final, felizmente que não sei o que isso é no seio, o que passei foi há muitos muitos anos, foi caso diferente mas acabou e por todos estes casos há que saber ter va coragem de com eles terminar.
    seja para quem for, diga respeito a quem disser, os meus votos de grande firmeza!..

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